<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>Nova República on Portal</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/</link><description>Recent content in Nova República on Portal</description><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Sun, 18 Oct 2026 00:00:00 +0000</lastBuildDate><atom:link href="https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Operação Anaconda: o juiz que vendia sentenças</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/operacao-anaconda/</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/operacao-anaconda/</guid><description>&lt;p>No Brasil, juízes têm uma proteção que poucas profissões têm. São &lt;strong>vitalícios&lt;/strong>: depois de dois anos no cargo, só podem perdê-lo por decisão judicial definitiva. E não podem ser investigados por qualquer delegado ou promotor: um juiz federal, por exemplo, só pode ser processado criminalmente com a autorização e sob a supervisão do &lt;strong>Tribunal Regional Federal&lt;/strong> ao qual está vinculado. Essas garantias existem para proteger a independência de quem julga. Durante anos, porém, deram a impressão de que o Judiciário era &lt;strong>intocável&lt;/strong>. Em 2003, uma operação da Polícia Federal mostrou o contrário. Ela se chamava &lt;strong>Anaconda&lt;/strong>.&lt;/p></description></item><item><title>Collor e a BR Distribuidora: o ex-presidente que voltou e acabou preso</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/collor-br-distribuidora/</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/collor-br-distribuidora/</guid><description>&lt;p>Em dezembro de 1992, Fernando Collor de Mello deixou a Presidência da República pela porta dos fundos: renunciou horas antes de ser condenado pelo Senado no processo de impeachment, depois do escândalo do &lt;strong>esquema PC Farias&lt;/strong>. Dois anos depois, o Supremo Tribunal Federal o absolveu da acusação de corrupção por falta de provas. Parecia o fim da história. Não era. Em &lt;strong>25 de abril de 2025&lt;/strong>, aos 75 anos, Collor foi preso pela Polícia Federal em Maceió. O motivo, desta vez, era outro: &lt;strong>propina em contratos da BR Distribuidora&lt;/strong>, uma subsidiária da Petrobras.&lt;/p></description></item><item><title>O bunker de Geddel: R$ 51 milhões num apartamento em Salvador</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/bunker-de-geddel/</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/bunker-de-geddel/</guid><description>&lt;p>Em &lt;strong>5 de setembro de 2017&lt;/strong>, agentes da Polícia Federal entraram num apartamento no bairro da Graça, em Salvador. Não havia móveis. Havia &lt;strong>malas e caixas de papelão&lt;/strong> empilhadas pelo chão, cheias de dinheiro vivo. A contagem, feita com máquinas, levou cerca de &lt;strong>14 horas&lt;/strong>. O total: &lt;strong>R$ 42,6 milhões e US$ 2,7 milhões&lt;/strong>, cerca de &lt;strong>R$ 51 milhões&lt;/strong>. Foi a &lt;strong>maior apreensão de dinheiro em espécie da história do Brasil&lt;/strong>. O apartamento tinha sido emprestado a um ex-ministro: &lt;strong>Geddel Vieira Lima&lt;/strong>.&lt;/p></description></item><item><title>Lava Jato: a operação que mudou o Brasil e depois foi desmontada</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/lava-jato/</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 10:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/lava-jato/</guid><description>&lt;p>Em &lt;strong>17 de março de 2014&lt;/strong>, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra doleiros que usavam um &lt;strong>posto de combustíveis&lt;/strong> em Brasília, o Posto da Torre, para movimentar dinheiro. Por causa do lava-jato do posto, a operação foi batizada de &lt;strong>Lava Jato&lt;/strong>. Ninguém imaginava que ela chegaria à maior empresa do país, às maiores empreiteiras, a um ex-presidente da República e a governos de mais de dez países. Sete anos depois, a operação tinha mudado a política brasileira, e começava a ser desmontada.&lt;/p></description></item><item><title>Petrolão: como a maior empresa do país foi loteada</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/petrolao/</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 01:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/petrolao/</guid><description>&lt;p>A Petrobras é a maior empresa do Brasil e, durante a primeira década dos anos 2000, viveu seu período de maior expansão. Com a descoberta do &lt;strong>pré-sal&lt;/strong>, em 2006, a estatal passou a investir dezenas de bilhões de reais por ano em refinarias, plataformas, navios e gasodutos. Esse dinheiro passava por poucas mãos: as diretorias da empresa e um grupo restrito de grandes empreiteiras. As investigações da Lava Jato mostraram que, nesse caminho, uma parte ficava pelo caminho. O esquema ganhou o nome de &lt;strong>Petrolão&lt;/strong>.&lt;/p></description></item><item><title>Sérgio Cabral: o governador das joias, dos guardanapos e dos 400 anos de pena</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/sergio-cabral/</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/sergio-cabral/</guid><description>&lt;p>Sérgio Cabral governou o Rio de Janeiro de &lt;strong>2007 a 2014&lt;/strong> num período de dinheiro farto. O estado recebia royalties do petróleo, preparava-se para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 e tocava grandes obras como a reforma do &lt;strong>Maracanã&lt;/strong>, o &lt;strong>Arco Metropolitano&lt;/strong> e as obras do &lt;strong>PAC nas favelas&lt;/strong>. Cabral era aliado de Lula e Dilma, tinha alta popularidade e chegou a ser cotado para a Presidência. Em &lt;strong>17 de novembro de 2016&lt;/strong>, foi preso em casa, no Leblon. As investigações mostraram que, durante todo o governo, ele cobrou uma &lt;strong>taxa&lt;/strong> sobre quase tudo que o estado contratava.&lt;/p></description></item><item><title>Caixa de Pandora: o mensalão do DEM em vídeo</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/caixa-de-pandora/</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/caixa-de-pandora/</guid><description>&lt;p>Em &lt;strong>27 de novembro de 2009&lt;/strong>, a Polícia Federal deflagrou no Distrito Federal uma operação com nome mitológico: &lt;strong>Caixa de Pandora&lt;/strong>. O que saiu dela foram vídeos. Neles, o governador &lt;strong>José Roberto Arruda&lt;/strong>, deputados distritais e assessores apareciam recebendo maços de dinheiro. Um deputado guardava as notas nas &lt;strong>meias&lt;/strong>. Outros rezavam em agradecimento. O caso ficou conhecido como o &lt;strong>mensalão do DEM&lt;/strong>, partido de Arruda, e terminou com algo inédito no país: um governador preso no exercício do mandato.&lt;/p></description></item><item><title>Caso Cachoeira: o bicheiro, o senador e a construtora</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/caso-cachoeira/</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/caso-cachoeira/</guid><description>&lt;p>Carlos Augusto Ramos, o &lt;strong>Carlinhos Cachoeira&lt;/strong>, já era conhecido em Brasília antes de 2012. Em &lt;strong>2004&lt;/strong>, um vídeo em que ele aparecia negociando com &lt;strong>Waldomiro Diniz&lt;/strong>, então assessor da Casa Civil do governo Lula, tinha provocado o primeiro escândalo do governo petista. Oito anos depois, Cachoeira voltou ao centro do noticiário, agora com uma rede de influência que ia de policiais em Goiás a um dos senadores mais respeitados do país.&lt;/p></description></item><item><title>Operação Navalha: a Gautama e as obras que só existiam no papel</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/operacao-navalha/</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 01:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/operacao-navalha/</guid><description>&lt;p>A &lt;strong>Gautama&lt;/strong> era uma construtora da Bahia sem grande expressão nacional, mas com uma capacidade impressionante de conseguir contratos com dinheiro federal em vários estados do Norte e do Nordeste. Em &lt;strong>17 de maio de 2007&lt;/strong>, a Polícia Federal deflagrou a &lt;strong>Operação Navalha&lt;/strong> e mostrou o segredo desse sucesso: segundo a investigação, a empresa pagava a quem fosse preciso, do servidor que media a obra ao ministro que liberava o dinheiro.&lt;/p></description></item><item><title>Trensalão: o cartel dos trens e do metrô de São Paulo</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/trensalao/</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/trensalao/</guid><description>&lt;p>São Paulo tem a maior rede de transporte sobre trilhos do país, operada por duas empresas estaduais: o &lt;strong>Metrô&lt;/strong> e a &lt;strong>CPTM&lt;/strong>, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Comprar trens, reformar composições e construir sistemas de sinalização são contratos de centenas de milhões de reais, disputados por poucas multinacionais. Durante mais de uma década, segundo as autoridades de defesa da concorrência, essas empresas não disputavam de verdade. Combinavam. O caso ficou conhecido como &lt;strong>Trensalão&lt;/strong>, ou cartel dos trens.&lt;/p></description></item><item><title>Dossiê dos Aloprados: R$ 1,7 milhão num quarto de hotel</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/dossie-dos-aloprados/</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/dossie-dos-aloprados/</guid><description>&lt;p>No dia &lt;strong>15 de setembro de 2006&lt;/strong>, a Polícia Federal entrou num quarto do hotel Ibis, perto do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e encontrou dois homens com uma montanha de dinheiro vivo: &lt;strong>cerca de R$ 1,7 milhão&lt;/strong>, parte em reais e parte em dólares. Os dois eram ligados ao PT. O dinheiro, segundo a investigação, seria usado para comprar um &lt;strong>dossiê&lt;/strong> contra o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, &lt;strong>José Serra&lt;/strong>. Faltavam duas semanas para a eleição.&lt;/p></description></item><item><title>Daniel Dantas e a Satiagraha: a operação que acabou anulada</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/daniel-dantas-satiagraha/</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 10:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/daniel-dantas-satiagraha/</guid><description>&lt;p>Daniel Dantas foi, durante mais de uma década, um dos banqueiros mais poderosos e controversos do país. Fundador do banco &lt;strong>Opportunity&lt;/strong>, participou da privatização das telecomunicações em 1998, controlou empresas como a Brasil Telecom e travou disputas societárias bilionárias com fundos de pensão e sócios estrangeiros. Em &lt;strong>julho de 2008&lt;/strong>, foi preso pela Polícia Federal numa operação com nome inspirado em Gandhi, &lt;strong>Satiagraha&lt;/strong>, que significa algo como &amp;ldquo;firmeza na verdade&amp;rdquo;. O que se seguiu foi uma das maiores batalhas judiciais da história recente do país.&lt;/p></description></item><item><title>Vampiros da Saúde: o cartel do sangue no Ministério da Saúde</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/vampiros-da-saude/</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 01:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/vampiros-da-saude/</guid><description>&lt;p>Hemoderivados são medicamentos produzidos a partir do &lt;strong>plasma do sangue humano&lt;/strong>. O mais conhecido é o fator de coagulação usado por &lt;strong>hemofílicos&lt;/strong>, pessoas cujo sangue não coagula normalmente e que podem morrer por um sangramento simples. Para esses pacientes, o remédio não é opcional. No Brasil, o Ministério da Saúde compra e distribui esses produtos gratuitamente pelo SUS. Durante anos, essas compras foram controladas por um cartel que a Polícia Federal apelidou com precisão: os &lt;strong>vampiros&lt;/strong>.&lt;/p></description></item><item><title>Celso Daniel: o sequestro, a morte e as perguntas que ficaram</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/celso-daniel/</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/celso-daniel/</guid><description>&lt;p>Na noite de &lt;strong>18 de janeiro de 2002&lt;/strong>, o prefeito de Santo André, &lt;strong>Celso Daniel&lt;/strong>, saiu de um restaurante na zona sul de São Paulo no carro do empresário e amigo &lt;strong>Sérgio Gomes da Silva&lt;/strong>, conhecido como &lt;strong>Sombra&lt;/strong>. No caminho, o veículo foi cercado por homens armados. Celso Daniel foi levado. Sombra ficou. Dois dias depois, o corpo do prefeito foi encontrado numa estrada de terra em &lt;strong>Juquitiba&lt;/strong>, na Grande São Paulo, com oito tiros. A partir daí, o caso se dividiu em duas histórias que nunca mais se encontraram.&lt;/p></description></item><item><title>Guerra no Senado: ACM, Jader e o painel violado</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/guerra-no-senado/</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/guerra-no-senado/</guid><description>&lt;p>No início dos anos 2000, o Senado tinha dois homens que se viam como donos do lugar. &lt;strong>Antônio Carlos Magalhães&lt;/strong>, o ACM, do PFL da Bahia, presidia a Casa e era o político mais temido do país. &lt;strong>Jader Barbalho&lt;/strong>, do PMDB do Pará, queria sucedê-lo. A disputa entre os dois virou uma guerra de dossiês, travada na tribuna e nos jornais, e terminou com os dois fora do Senado, junto com um terceiro senador que não tinha nada a ver com a briga original.&lt;/p></description></item><item><title>Maluf: o político do 'rouba, mas faz' que acabou na Papuda</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/paulo-maluf/</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 11:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/paulo-maluf/</guid><description>&lt;p>Poucos políticos brasileiros tiveram uma carreira tão longa e tão marcada por acusações quanto &lt;strong>Paulo Maluf&lt;/strong>. Prefeito biônico de São Paulo na ditadura, governador indireto, candidato derrotado por Tancredo no Colégio Eleitoral em 1985, prefeito eleito nos anos 1990 e deputado federal por vários mandatos. Durante quase todo esse tempo, seu nome esteve ligado a obras superfaturadas e a uma frase que nem foi ele quem cunhou, mas que grudou nele: &lt;strong>&amp;ldquo;rouba, mas faz&amp;rdquo;&lt;/strong>. Por décadas, as acusações não davam em nada. Até que o dinheiro foi encontrado.&lt;/p></description></item><item><title>Privatização da Telebrás: os grampos do BNDES</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/privatizacao-telebras/</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 10:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/privatizacao-telebras/</guid><description>&lt;p>Até 1998, quase todas as linhas de telefone do Brasil pertenciam ao Estado. O &lt;strong>sistema Telebrás&lt;/strong> era um conjunto de empresas estatais que controlava a telefonia fixa, a longa distância e a nascente telefonia celular. Conseguir uma linha podia levar anos, e o telefone era declarado no Imposto de Renda como patrimônio. A privatização prometia mudar isso, e mudou. Mas o leilão deixou uma gravação que derrubou dois dos homens mais importantes da equipe econômica.&lt;/p></description></item><item><title>PROER e a Pasta Rosa: o socorro aos bancos e a lista de políticos</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/proer-pasta-rosa/</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 01:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/proer-pasta-rosa/</guid><description>&lt;p>O Plano Real derrubou a inflação em 1994 e, com ela, uma fonte de lucro fácil para os bancos. Durante anos, muitas instituições ganharam dinheiro simplesmente aplicando os depósitos dos clientes enquanto a moeda se desvalorizava. Quando os preços se estabilizaram, ficou claro que vários grandes bancos estavam quebrados por dentro. O socorro do governo ganhou uma sigla, &lt;strong>PROER&lt;/strong>. E de dentro de um dos bancos socorridos saiu uma pasta cor-de-rosa que fez tremer Brasília.&lt;/p></description></item><item><title>SIVAM: o grampo no contrato bilionário da Amazônia</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/sivam/</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 10:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/sivam/</guid><description>&lt;p>A Amazônia ocupa mais da metade do território brasileiro e, no início dos anos 1990, era quase invisível para o Estado. Não havia radares suficientes para controlar voos, rastrear o narcotráfico, acompanhar o desmatamento ou prever o clima. O &lt;strong>Sistema de Vigilância da Amazônia&lt;/strong>, o &lt;strong>SIVAM&lt;/strong>, foi criado para resolver isso. Acabou virando também um dos primeiros escândalos do governo Fernando Henrique Cardoso.&lt;/p></description></item><item><title>O preço do quinto ano: como Sarney comprou mais um ano de mandato</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/o-preco-do-quinto-ano/</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 01:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/o-preco-do-quinto-ano/</guid><description>&lt;p>José Sarney nunca foi eleito presidente. Era o vice de &lt;strong>Tancredo Neves&lt;/strong>, escolhido pelo Colégio Eleitoral em janeiro de 1985 para encerrar a ditadura militar. Tancredo adoeceu na véspera da posse e morreu em abril, e Sarney, um político que tinha passado a vida na Arena e no PDS, partidos de sustentação do regime militar, assumiu a Presidência da Nova República. A pergunta que dominou os anos seguintes era simples: &lt;strong>por quanto tempo ele ficaria no cargo?&lt;/strong> A resposta custou caro.&lt;/p></description></item><item><title>Banestado: a autoestrada do dinheiro sujo para o exterior</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/banestado/</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 04:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/banestado/</guid><description>&lt;p>Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, sempre foi um lugar de comércio intenso e de dinheiro em espécie circulando. Na segunda metade dos anos 1990, a agência do &lt;strong>Banestado&lt;/strong>, o banco estatal do Paraná, na cidade, virou também o ponto de partida de uma das maiores operações de &lt;strong>evasão de divisas&lt;/strong> da história do país. Por ali passaram dezenas de bilhões de dólares que saíram do Brasil sem pagar imposto e sem deixar rastro, até que alguém resolveu seguir o caminho.&lt;/p></description></item><item><title>Marka e FonteCindam: o socorro secreto do Banco Central</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/marka-fontecindam/</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 03:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/marka-fontecindam/</guid><description>&lt;p>Em &lt;strong>janeiro de 1999&lt;/strong>, o Brasil abandonou o câmbio controlado que sustentava o Plano Real desde 1994. Em poucos dias, o dólar disparou e o país viveu uma das maiores crises financeiras da sua história recente. No meio desse terremoto, o Banco Central tomou uma decisão que só se tornaria pública semanas depois: vendeu dólares, a preço camarada, a dois bancos que estavam à beira da falência. O caso ficou conhecido pelos nomes desses bancos, &lt;strong>Marka e FonteCindam&lt;/strong>.&lt;/p></description></item><item><title>Lalau: o juiz e o prédio que custou o dobro</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/lalau-trt-sp/</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 02:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/lalau-trt-sp/</guid><description>&lt;p>O apelido pegou porque rimava e porque resumia. &lt;strong>Nicolau dos Santos Neto&lt;/strong>, juiz que presidiu o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, virou para o país o &lt;strong>Lalau&lt;/strong>. Sob sua responsabilidade, a construção do novo Fórum Trabalhista da cidade se transformou num dos maiores desvios de dinheiro público dos anos 1990 e no escândalo mais grave já envolvendo um magistrado no Brasil.&lt;/p></description></item><item><title>Jorgina de Freitas: a maior fraude da história da Previdência</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/jorgina-de-freitas/</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 01:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/jorgina-de-freitas/</guid><description>&lt;p>O Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, é condenado na Justiça todos os dias a pagar benefícios e indenizações. Na maioria das vezes, isso é a lei funcionando. No Rio de Janeiro do fim dos anos 1980, um grupo percebeu que, se controlasse as três pontas de um processo, quem pede, quem julga e quem deveria defender o INSS, poderia fazer a Previdência pagar o que quisesse. A figura mais conhecida desse grupo era a advogada &lt;strong>Jorgina de Freitas&lt;/strong>.&lt;/p></description></item><item><title>Escândalo dos Precatórios: as dívidas que viraram negócio</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/escandalo-dos-precatorios/</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/escandalo-dos-precatorios/</guid><description>&lt;p>Precatório é uma palavra de juridiquês para uma coisa simples: uma &lt;strong>dívida que o poder público foi condenado a pagar na Justiça&lt;/strong>. Uma desapropriação, uma indenização, um salário atrasado. Em meados dos anos 1990, prefeituras e governos estaduais descobriram uma forma de transformar essas dívidas em dinheiro novo, e um grupo de operadores descobriu como transformar esse dinheiro em lucro privado. O resultado foi o &lt;strong>Escândalo dos Precatórios&lt;/strong>.&lt;/p></description></item><item><title>Sanguessugas: a máfia das ambulâncias</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/sanguessugas/</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 11:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/sanguessugas/</guid><description>&lt;p>Uma ambulância é um dos pedidos mais comuns que prefeitos de cidades pequenas fazem a deputados e senadores. É um bem concreto, que aparece na foto da entrega e rende voto. Durante anos, essa demanda legítima alimentou um esquema que a Polícia Federal batizou com um nome que dizia tudo: &lt;strong>Operação Sanguessuga&lt;/strong>.&lt;/p></description></item><item><title>Compra de votos da reeleição: R$ 200 mil por um sim</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/compra-de-votos-reeleicao/</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 10:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/compra-de-votos-reeleicao/</guid><description>&lt;p>A Constituição de 1988 proibia a reeleição de presidente, governadores e prefeitos. Em 1996, o governo Fernando Henrique Cardoso, embalado pelo sucesso do Plano Real, decidiu mudar a regra e permitir um segundo mandato consecutivo, a começar pelo próprio presidente. A emenda foi aprovada. Meses depois, gravações mostraram que pelo menos parte dos votos tinha sido &lt;strong>comprada&lt;/strong>.&lt;/p></description></item><item><title>Mensalão: a compra de apoio que levou a cúpula do PT à prisão</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/mensalao/</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 01:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/mensalao/</guid><description>&lt;p>Em maio de 2005, a revista &lt;em>Veja&lt;/em> publicou o vídeo de um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, recebendo &lt;strong>R$ 3 mil&lt;/strong> de propina e explicando como funcionava a cobrança de comissões na estatal. Ele dizia agir com o respaldo do PTB, partido do deputado &lt;strong>Roberto Jefferson&lt;/strong>. A cena parecia o início de um escândalo menor. Acabou sendo o estopim do maior caso de corrupção julgado pelo Supremo Tribunal Federal até então.&lt;/p></description></item><item><title>Mensalão mineiro: o laboratório do valerioduto</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/mensalao-mineiro/</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/mensalao-mineiro/</guid><description>&lt;p>Quando o país descobriu, em 2005, que um publicitário mineiro chamado &lt;strong>Marcos Valério&lt;/strong> operava pagamentos a deputados da base do governo Lula, os investigadores logo perceberam que aquele mecanismo não tinha nascido em Brasília. Ele já tinha sido usado, com as mesmas agências, o mesmo banco e quase o mesmo roteiro, sete anos antes, em Minas Gerais. Ali, o candidato beneficiado era um tucano: o governador &lt;strong>Eduardo Azeredo&lt;/strong>, que tentava a reeleição em 1998. O caso ficou conhecido como &lt;strong>mensalão mineiro&lt;/strong>, ou mensalão tucano, e a Procuradoria-Geral da República o descreveu como a origem do esquema que viria depois.&lt;/p></description></item><item><title>Anões do Orçamento: os deputados que loteavam o dinheiro público</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/anoes-do-orcamento/</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/anoes-do-orcamento/</guid><description>&lt;p>O apelido veio da estatura. Os parlamentares que comandavam a Comissão Mista de Orçamento do Congresso no início dos anos 1990 eram, em boa parte, baixinhos, e quase todos pertenciam ao chamado &lt;strong>baixo clero&lt;/strong>: deputados sem projeção nacional, longe dos holofotes, mas com poder sobre o lugar onde se decidia para onde ia o dinheiro do país. A imprensa os batizou de &lt;strong>Anões do Orçamento&lt;/strong>. O escândalo que levou esse nome estourou em outubro de 1993, menos de um ano depois do impeachment de Collor, e mostrou que o problema não estava só no Palácio do Planalto.&lt;/p></description></item><item><title>Esquema PC Farias: o caso que derrubou um presidente</title><link>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/collor-pc-farias/</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://individuoexecravel-creator.github.io/portal/nova-republica/collor-pc-farias/</guid><description>&lt;p>Fernando Collor de Mello chegou ao Palácio do Planalto em março de 1990 como o primeiro presidente eleito pelo voto direto desde 1960. Tinha 40 anos, discurso de caçador de marajás e a promessa de modernizar um país que saía da hiperinflação. Dois anos e meio depois, foi afastado do cargo por um processo de impeachment, o primeiro da história da República. No meio do caminho estava um homem que não ocupava cargo nenhum no governo, mas que, segundo a CPI do Congresso, mandava em boa parte dele: &lt;strong>Paulo César Farias, o PC&lt;/strong>.&lt;/p></description></item></channel></rss>